Agenda aberta para as Aulas de Bateria | Confira todos os curso disponíveis

Bateria e/ou Percussão para Pessoas Especiais e com Distúrbios

Dentro deste Curso de Bateria e/ou Percussão para Alunos Especiais e com Distúrbios, é de extrema necessidade que a criança, adolescente ou adulto venha com a indicação ou orientação médica, e sempre que possível, com uma referência do mesmo para sabermos qual o tipo de limitação e como está o seu processo evolutivo dentro das suas limitações.

Logicamente quando o aluno chega até mim e apresenta tais distúrbios, ou muitas vezes os pais dizem; “Ele tem que achar algo para fazer pois está criando problemas em casa e na escola” eu aconselho aos pais ou mesmo ao aluno a procurar em conjunto uma ajuda especializada para que possamos atuar com a bateria da maneira mais benéfica possível.

A música em si não tem contraindicações, mas temos que levar em conta que vamos trabalhar corpo e mente da criança, adolescente e/ou adulto, quando falamos em síndromes e distúrbios sejam elas quais forem, estas sempre apresentaram uma modificação as vezes genética e/ou cognitiva, alterações comportamentais e alterações nos órgãos internos, e muitas vezes sequelas físicas e mentais, o que pode dificultar ou mesmo limitar determinados movimentos, já os transtornos tem mais imposição cognitiva que atuam mais na parte neurológica e mental, e que muitas vezes por comorbidades afetam a psicomotricidade da criança, adolescente e/ou adulto.   

Dentro do Curso de Bateria e/ou Percussão para Alunos Especiais e com Distúrbios vamos trabalhar o desenvolvimento cognitivo e psicomotor do aluno, levando em conta suas limitações desenvolvendo pontos como reestruturação do equilíbrio, fortalecimento e desenvolvimento de tônus muscular, marcha, postura, respiração diafragmática, auxiliando na recuperação de lesões traumato-ortopédicas, neurofuncionais, auxiliando em problemas como déficit de atenção e hiperatividade, estimulando a circulação sanguínea em todo o corpo, auxiliando o combate a doenças musculares e de junção, e podendo até atenuar a agressividade de doenças degenerativas, demências e distúrbios de movimento como doença de Alzheimer e a doença de Parkinson por exemplo.

No que tange a respeito dos transtornos psicológicos e psiquiátricos, a necessidade maior é encontrar a causa que desencadeou tal transtorno, por isso da necessidade de um primário e primordial diagnostico e acompanhamento médico, geralmente passada por um psicoterapeuta, para identificar com mais facilidade, e trabalhar as emoções através da bateria e da música como um todo, fazendo com que o aluno dentro das suas limitações exponha esses sentimentos no instrumento, e que ele tome consciência que ele detém do controle destes sentimentos, aumentando assim a sua capacidade de lidar com tais distúrbios emocionais, fazendo com que ele veja a amplitude de suas ações e as consequências que as mesmas podem acarretar.   

Sobre tudo, este Curso de Bateria  e/ou Percussão para Alunos Especiais e com Distúrbios, visa propiciar uma qualidade de vida melhor aos alunos, motivando-os independente da sua dificuldade trabalhando em conjunto, para que os mesmos tenham momentos de lazer, alegria e prazer, para que possam se sentir capazes e que não tomem suas limitações físicas, cognitivas, mentais ou psicológicas como obstáculos de vida.

Todavia o que impera em primeiro lugar nas aulas é o bem-estar mental do aluno, fazendo com que ele não tenha medo nem vergonha de si mesmo, fortalecendo o seu corpo através do trabalho cognitivo, desenvolvendo muitas vezes uma nova programação neurolinguística (PNL) e assim, fortalecendo sua musculatura e o resultado disso é visto na música produzida pelo aluno e na satisfação em ver o seu corpo respondendo aos seus comandos.  

As síndromes e distúrbios não se resumem somente à estas e tão pouco trabalho somente com estas. Seja qual for a dificuldade que o aluno tenha, a única coisa necessária é que ele consiga ou tenha um minimo tônus muscular para conseguir por si só parar sentado, nunca dispenso um possível aluno sem uma avaliação previa, para sabermos qual a melhor forma de propiciar uma qualidade de vida melhor para ele, através da bateria, percussão e da música como um todo.

Síndrome de Down foi descrita a mais de 100 anos pelo Dr John Langdon Haydon Down, hoje esta síndrome atinge uma a cada 800 pessoas que nascem. Ela se dá devido uma alteração no cromossomo 21, a concepção humana é feita pela junção de 23 cromossomos (carga genética) por parte masculina e 23 cromossomos por parte feminina. O portador da Síndrome de Down nasce com um cromossomo a mais, por isso do nome Trissomia, onde deveria existir um par existem 3 cromossomos no cromossomo 21, além disso a idade materna é outro fator determinante no que diz respeito as causas da síndrome. Quando a mulher passa dos 35 anos para ser mãe, as chances aumentam consideravelmente ano após ano.

Síndrome de Down diferentemente do que vemos pela televisão, possui vários graus de acometimento, sendo do mais leve onde o portador da síndrome consegue trabalhar, se comunicar, ler, escrever e exercer suas vontades, já nos níveis mais severos suas faculdades mentais e mesmo físicas podem sofrer grandes limitações, como por exemplo não desenvolver a fala, e em alguns casos acarretar comorbidades (outros problemas relacionados à síndrome), como por exemplo o Autismo.

Comorbidades

A maioria das doenças de acometimento genético que alteram o número de cromossomos levam a problemas neurológicos, cardíacos e em alguns casos cognitivos, também chamadas de comorbidades. Na síndrome de Down por exemplo, as comorbidades cardíacas mais comuns é o AVC (átrio venoso comum), que é quando não temos uma separação correta dos átrios e dos ventrículos do coração, outra é o CI (comunicação interatrial).

O hipotireoidismo que posteriormente desencadeia o sobrepeso e imunodeficiências, também fazem com que o portador de Down tenha mais facilmente infecções pulmonares e urinarias por exemplo, também fazem parte dessas comorbidades.

Do ponto de vista neurológico são crianças hipotônicas, ou seja, andam com o corpo mais “mole”, e com movimentos mais lentos, muitas vezes apresentam um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor (ADNPM) e de coordenação, e a deficiência intelectual (D.I), como já citado o autismo e a Síndrome de Asperger, também são comorbidade bastante encontrada na pessoa com Down, e em alguns casos isso acarreta juntamente Transtorno Opositivo Desafiador nos casos mais severos.

Intervenção através da Bateria na Síndrome de Down

Olhando do aspecto comportamental e cognitivo, é comum vermos a tendência visual-sinestésica nos casos mais leves do portador da Síndrome de Down. Isso significa que eles vão se associar melhor com imagens, e vendo cada peça da bateria e posteriormente tocando, sentindo a textura do instrumento, isso cria uma ligação cognitiva e emocional para com o aluno.

Neste caso trabalhamos com uma apostila onde as notas são feitas pelas imagens das peças da bateria, o que cria uma melhor associação com o som. Criando essa ligação cognitiva inicial começamos a orientar o aluno muitas vezes com referências lúdicas aos movimentos, para que ele tome ciência da própria força, desenvolvendo o tônus muscular e principalmente a coordenação.

Em alguns casos onde a Síndrome é mais severa também precisamos adequar a força do próprio aluno ao som que ele cria, pois muitas vezes ele traz uma hipersensibilidade auditiva ou mesmo a falta dela, essa adaptação auditiva é um pouco mais demorada leva de 2 a 6 semanas, e está diretamente ligada a percepção corporal do aluno, e ao equilíbrio psicomotor, outro ponto a ser avaliado e desenvolvido é que devido ao sobrepeso que alguns alunos possam ter, é necessário a correção da pisada do aluno (nesse caso é necessário o acompanhamento de um ortopedista ou mesmo fisioterapeuta) identificando se ele tem pisada:

Pronada – Onde o pé faz um movimento acentuado para dentro,  

Supinada – Onde o pé faz um movimento acentuado para fora, ou

Neutra – Que representa uma pisada sem grandes movimentos pra dentro ou para fora.

Em paralelo a toda essa leitura e anamnese do aluno, também vamos desenvolvendo o aspecto psicossocial dele.

Eu enquanto professor tenho que deixá-lo a vontade para que ele me permita entrar no mundo dele, o aluno precisa sempre ter a confiança e desenvolver essa afetividade, e para isso usamos de bom humor e de temas voltado ao que ele já faz no dia a dia, portanto, os pais ou responsáveis passarem coisas como gosto musical, tipos de brincadeiras e jogos que ele goste, programas de tv que ele assista, é de grande valia.

Tudo isso é usado na aula nos momentos onde a fadiga auditiva, muscular ou mental tomem conta do aluno. Precisamos criar esse vínculo para que ele não tenha medo nem receio da aula, do instrumento ou de si mesmo, ao ouvir o som que ele mesmo cria. Todo o processo é desenvolvido com base na criação da confiança e na segurança dele para comigo, pois afinal de contas, estamos lidando com vidas humanas, sem isso nada se faz presente e nada faz sentido.

Durante o curso, os pais ou responsáveis sempre podem acompanhar a aula, e caso não queiram, por acharem que ele se solte mais devido a vergonha que ele possa ter inicialmente, o aluno a cada conquista sempre será incentivado a mostrar o que aprendeu, para que ele tenha esse senso de recompensa e valorização tanto da minha parte, quanto dos pais e responsáveis e também para que os mesmos vejam a evolução gradativa do aluno. Isso é de suma importância para continuidade do trabalho de forma séria, confiável e saudável.

Muitas pessoas ainda acham que o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade) é caracterizado pela inquietude, hiperatividade a impulsividade e que ela ocorre com todos que possuem  esse transtorno, mas isso não é verdade, de 30 à 40 % das crianças com TDAH não tem essas características, elas simplesmente são desatentas em excesso, ou seja, apresentam um déficit de atenção. Hoje temos dois tipos mais comuns de TDAH o desatento e o combinado

Desatento:

A criança é tímida, introvertida, quieta, não apresenta trabalho nem em casa e nem na escola, introspectiva, não faz questionamentos, precisa muitas vezes de estímulos constantes para participar de atividades, ou mesmo na sala de aula, devido essa desatenção e o frequente desinteresse e esquecimento apresenta baixo rendimento na escola, como ela não apresenta trabalho aos professores e pais eventualmente não é encaminhada a tratamento.

Combinado:

Nesse panorama o aluno apresenta tanto sinais de desatenção como de hiperatividade e impulsividade, devido a isso acaba sendo identificada mais cedo muitas vezes na própria escola, e acaba buscando ajuda médica e multidisciplinar mais cedo para tentar entender por que ele não “para quieto”, não aprende com os próprios erros, mesmo quando chamado a atenção.

Nesses casos a criança não tem paciência, não sabem aguardar a sua vez, querem tudo na mesma hora, e quando agem assim tem grande probabilidades de evoluir para um quadro de Transtorno Opositivo Desafiador, nos dois tipos de TDAH, essas crianças ou adultos precisam de ajuda.

Comorbidades:

Os distúrbios do humor, depressão e ansiedade estão presentes em indivíduos com TDAH, além do Comportamento Opositivo Desafiador (TOD) nos casos mais pesados, essa comorbidade segundo alguns estudos, se desenvolve mais forte quando se tem relações maternas mais negativas, conflitos domésticos e maior estresse psicológico materno. O TOD também por ser preditiva de Transtorno de Conduta (TC), condição mais séria e de consequências mais dramáticas.

A presença de Transtorno de Conduta piora o prognóstico do TDAH com maior prevalência de uso de tabaco, álcool e maior número de suspensões e expulsões escolares e delinquência. Tanto o TOD quanto o TC podem ser amenizados quando as relações com os pais são mais saldáveis e comunicativas.

A dislexia também é uma comorbidade bastante perceptível, afeta diretamente o desempenho acadêmico e em casos mais graves podem levar a comorbidades fonológicas.

Dos problemas motores também designadas como Distúrbio do Desenvolvimento da coordenação (DDC). Atualmente se aceita a combinação entre TDAH e DDC como um evento comum, que pode chegar a 50% das crianças com TDAH, para estes casos aplicam-se testes para medir o DAMP (Déficits na Atenção, Controle Motor e Percepção), embora em muitos casos, a aparente falta de coordenação apresentada se dê mais pela ansiedade do que propriamente por problemas de controle psicomotricional.

Intervenção através da Bateria e Percussão no TDAH:

Levando em conta que quem possui TDAH geralmente tem grandes problemas com regras, rotinas e sequências repetitivas, e a música tem como base esses 3 parâmetros, possivelmente você pense que está não seria a melhor escolha, mas na verdade tudo vai de como a pessoa que possui TDAH é ensinada.

Intervenção através da Bateria e Percussão no TDAH em primeiro ponto, é identificar quais as coisas que vão deixar o aluno mais irritado, e aí pela experiência já vemos que possivelmente a partitura musical seja a primeira dela, pois requer máxima atenção que ele não tem condições de dar.

Portanto, na maioria dos casos, nós trabalhamos com a memória de curto prazo com sequências curtas de repetição, e para que ele não sinta a fadiga mental inicial, pegamos este mesmo padrão e executamos cada vez de uma forma diferente na bateria, assim trabalhamos a questão do equilíbrio e da postura, além da memória auditiva.

Na questão auditiva, é importante para tornarmos a aula mais dinâmica a inserção de músicas conforme o gosto do aluno, assim criamos a sensação de satisfação e prazer para ele. E aos poucos vamos inserindo padrões de contagem dos compassos enquanto ele toca.

Todavia o desenvolvimento de quem possui TDAH é mais voltado a estimulação em primeiro lugar do cérebro reptiliano, pois quem tem TDAH na maioria dos casos é um indivíduo reacionário, ou seja, reage a estímulos e não tem uma pró atividade em grupo tão focada ou desenvolvida.

Após estimuladas essas funções básicas através do cérebro reptiliano, e a capacidade de memorização do aluno, vamos inserindo padrões maiores e/ou mais complexos mas sempre de forma separada, é um trabalho lento, que se vê os primeiros resultados em média a partir do 6º mês de aula conforme a amplitude do TDAH sob o aluno, mas é notório a melhora cognitiva e de coordenação do aluno, além de uma melhora na capacidade de concentração, e na percepção de lateralidade e espacialidade do ambiente que o cerca.

Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) é um transtorno neuropsiquiátrico classificado como transtorno de comportamento disruptivo.

Disrupção, neste caso significa comportamento externalizante negativo, tanto para quem provoca quanto para quem recebe as ações deste comportamento.

É um transtorno que atinge cerca de 6% das crianças e adolescentes no Brasil, ou seja, é um transtorno relativamente comum, que abrange quase a mesma média que outros transtornos como o TDAH por exemplo.

Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) é comumente confundido com a chamada “Birra ou manha”. No entanto precisamos saber diferenciar, pois esse comportamento de birra é quando a criança não sabe se expressar direito e ocorre entre 1 e 4 anos de vida, é mais forte até os 2,5 anos de vida, é um comportamento passageiro que a criança geralmente usa para obter algo que deseja naquele momento.

TOD é um comportamento por via de regra, que abrange crianças maiores (a partir dos 6 anos em média, mas há suas exceções) e adolescentes, onde já entendem questões de regras e hierarquias, e tem como padrões comportamentais os seguintes fatores:

  • Transgressão: Tem dificuldade ou não aceitam regras sem escrúpulos e sem se sentirem constrangidas por isso.

  • Oposição: Tendência a tomar decisões contrarias as esperadas mesmo quando sem argumentos

  • Discussão: Tendências a discutir e brigar de forma deliberada sem motivos apenas para mostrar sua razão

  • Descontar: Hábitos vingativos em determinados momentos, se colocando em posição de vítima para criar motivos para revidar o que ele considera como ataque, para poder impor aquilo que quer, em alguns momentos também não se preocupa se essa atitude pode magoar ou ofender o outro

  • Irresponsabilidade: Mesmo cometendo erros, magoando, ofendendo ainda sim se recusa a reconhecer, não assume que cometeu determinado erros ou culpa pelas, suas ações por mais que tenha sido comprovado e provado a ela que a mesma cometeu determinado erro.

  • Soluções agressivas: Quando querem algo pedem e agem de forma agressiva, resolvem tudo de forma brusca e agressiva, explosões súbitas de humor

  • Não se preocupa com Punições: Ou seja, não mede consequências para ter o que deseja, isso quando em um perfil adulto, pode fazer com que o mesmo se envolva com grupos errados perante a sociedade, podendo desenvolver a delinquência e marginalidade.

Comorbidades:

É comumente associada ao TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), Autismo (Transtorno Do Espectro Autista – TEA), Transtorno Bipolar. Por ser um distúrbio comportamental, seu tratamento está em medicamentos controladores de humor, terapia de manejo parental e do aport escolar.

Intervenção através da Bateria e/ou Percussão no Transtorno Opositivo Desafiador (TOD)

Intervenção através da Bateria e/ou Percussão no Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) e da música de modo geral, neste caso, fara um papel de ligação entre a terapia de manejo parental e do aport escolar.

Após feito um levantamento do real quadro do aluno juntamente com a família, e entendendo onde estão as falhas ou interrupções de comunicação entre o aluno e a família, vamos trabalhar as emoções do mesmo através da música, estimulando a lidar com essas emoções e frustrações, e aos poucos introduzir noções e valores de respeito e hierarquia familiar, sempre afim de facilitar a comunicação posterior entre o aluno e a família.

Através da Intervenção da Bateria e/ou Percussão no Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) conseguimos fazê-lo expor todos os sentimentos de contrariedade, raiva e revolta, unindo o gosto musical que ele possa vir a ter, e ir apresentando músicas com frequências que estimulem o mesmo a colocar tais sentimentos para fora.

Usando a parte motora e física que a bateria exige conseguimos fazer com que ele descarregue isso no instrumento sem se agredir ou ofender ninguém. Durante a aula são colocados alguns questionamentos ao aluno, para que ele reflita e ao final da aula são relembrados, para que se não concluídos durante a aula o mesmo seja desafiado a refletir em casa, no entanto esse desafio é sempre de forma pacifica e amorosa para que ele saia com o sentimento de leveza e não de peso e obrigação da aula.

Sobre tudo cinco alicerces têm como base para o regimento da aula de uma maneira sadia e pacifica.

  • O elogio sempre que o mesmo conseguir sobrepor um exercício musical ou mesmo reconhecer um sentimento ou ato errado que cometera.

  • O diálogo, deixando o expor seu ponto de vista até que se veja esgotado de argumentos e possa se dedicar a ouvir o professor.

  • O exemplo, sempre com uma postura aberta, hierárquica, mas ao mesmo tempo amorosa.

  • A recompensa, está a ser definida em comum acordo com o aluno para que o mesmo veja valor e sinta vontade de conquista-la.

  • E a Amizade, criando um vínculo de confiança com o aluno, onde o mesmo possa se abrir e apontar fatores e situações que possam depois ser levados a família para serem trabalhados em conjunto a fim da melhora do aluno.

Todavia, a Intervenção através da Bateria e Percussão no Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) é um processo lento e demorado, que demanda sobre tudo do quão agressivo e receptivo o aluno é, e o quanto ele se abre para essa troca de amizade e reciprocidade entre professor e aluno. Resultados significativos e evidentes são melhores mensurados no decorrer de um ou dois anos.

Dislexia

A dislexia é um dos chamados transtornos de aprendizagem, é de longe o que mais afeta a população humana se comparado com os outros, se dá por uma falha nos circuitos cerebrais e conexões neuronais, por um distúrbio genético ou distúrbios adquiridos nos primeiros anos de vida, levando à uma insuficiência de ligações entre essas conexões e circuitos, e por consequência das áreas do cérebro responsáveis pela competência da leitura, da escrita e consequentemente, a criança passa a ter uma dificuldade muito maior de entender, memorizar, interpretar e raciocinar conteúdos vinculados pela leitura e pela escrita.

A dislexia não tem cura, e não chega a ser considerada uma doença, mas precisa ser tratada com reabilitação fonológica e com atividades que compensem a pouca falta de leitura como por exemplo o uso de técnicas de metacognição.

É um diagnóstico comumente concluído na idade mais tardia da infância, embora ela apresente sinais precoces, desde os primeiros anos de vida, como por exemplo:

Histórico familiar de dislexia ou problemas de leitura, Problemas ao nascimento, como prematuridade, internamento prolongado em UTI Neonatal, anóxia neonatal (ausência de oxigênio nas células do recém-nascido), atraso de fala desde os primeiros anos, dificuldade em discernir desenhos com sentido gráfico como letras e números por exemplo, esquecimento frequente para aprendizagem que envolve palavras sons de letras e sequencias de letras, pouco compreensão para memorização de rimas letra de canções, lendas e historias, pouca habilidade com sequencias motoras passando a impressão de descoordenação ou desorganização, dificuldade com atividades espaciais quebra cabeça e perceber a sua localização no espaço, dificuldades em lembrar de nomes, e pouco prazer com atividades como leitura e que envolvam materiais didáticos.

Comorbidades:

A dislexia pode desencadear distúrbios psicológicos como, depressão grave em alguns casos com risco de suicídio, e de transtorno de ansiedade.

Intervenção através da Bateria na Dislexia

Na Intervenção através da Bateria na Dislexia o que precisamos é alinhar a comunicação do aluno, entender que o fato de ele não assimilar determinado conteúdo, está primariamente na forma com que esse conteúdo chega ao dislexo, a identificação do perfil cognitivo e emotivo dele será de fundamental valia nesse ponto, posterior a isso é fazer a junção do conhecimento passado nos três âmbitos cerebrais (Reptiliano, Límbico e Neocórtex), através de exercícios metacognitivos, isso fará com que as informações gravadas no cérebro dele sejam transformadas e entendidas como funções básicas, ao qual mesmo que mínimas, ele consiga lidar com elas da forma mais instintiva possível dominando o máximo de informação que ele puder.

O primeiro ponto é entender o quão amplo são as comorbidades e problemas trazido por esse distúrbio, avaliar até onde o aluno consegue entender a leitura musical, neste caso, começamos introduzindo figuras ilustrativas, para fazer com que o aluno entenda a estrutura básica da música, diferentemente do TDAH a dificuldade com a espacialidade e com o próprio corpo para o dislexo é bem menor, o fator mais preponderante é aliar o raciocínio logico ao movimento, por isso trabalhamos com exercícios que criam uma correlação no que tange ao cérebro reptiliano, para após isso, criamos a associação cognitiva, isso faz com que a informação seja passada direto para memória de longo prazo e associada a funções básicas, devido a similaridades criadas toda correlação é feita em cima da percepção do corpo com base em equilíbrio e respiração.

A dislexia em si é um tratamento continuo, e precisa ser alinhado com as atividades em casa e na escola, os resultados são muito lentos dependendo do grau de dislexia do aluno, mas os resultados mais sólidos começam a aparecer no decorrer de um ano e meio ou mais, embora seja perceptível mudanças leves no que diz respeito a forma do aluno pensar já nos 6 primeiros meses.  

Hiperlexia

A princípio quando vemos uma criança lendo e reconhecendo um alfabeto alfanumérico antes dos 4 anos de idade é comum ficarmos admirados e estimularmos mais ainda a criança, no entanto, a Hiperlexia carrega consigo alguns fatores cujos quais vemos que na realidade, a criança possui um distúrbio ao invés de ser dotada de altas habilidades.

Quando uma criança é Hiperlexia ela traz uma leitura e um reconhecimento mecânico apenas, ou seja, ela reconhece números e letras, consegue junta-las e formar determinadas palavras, mas não consegue discerni-las, não consegue fazer um relação que dê sentido a frase ou mesmo a uma palavra, ou seja, compreensão, interpretação, raciocínio ainda não estão formados, além disso, as crianças portadoras de Hiperlexia tem dificuldades em se socializar, a flexibilidade social fica comprometida.

Comorbidades

Geralmente a Hiperlexia vem como comorbidades do espectro autista, principalmente nos casos mais leves e em casos como a Síndrome de Asperger, no entanto é comum vermos a criança Hiperlexas com depressão, ou mesmo a distimia uma depressão mais “leve”, porém contínua, que colocam a criança sob um sentimento de vazio e incomodo constantes, além disso, as limitações na linguagem receptiva e expressiva, elas tendem a se isolar do convívio social e com crianças da mesma idade, e adquirindo gosto por atividades e costumes de rotina, onde se sente mais confortável repetindo certos padrões no dia a dia.

Já na Dislexia a falta de concentração e de assimilar alguns temas do dia a dia, principalmente na época escolar, pode desencadear a depressão, ou mesmo o transtorno opositivo desafiador (TOD), além de inibir a socialização do indivíduo.  

Intervenção através da Bateria na Hiperlexia

A criança Hiperlexa tem como base ser uma criança que responde melhor a estímulos visuais, e consegue lidar com atividades repetitivas facilmente, trabalhamos este ponto nela para desenvolvermos a capacidade auditiva, outro ponto importante que vamos trabalhar é a dicção e fala da criança, tendo em vista que a maioria das crianças Hiperlexas tendem a ter atraso no desenvolvimento da fala.

Sendo assim, após identificarmos o grau da Hiperlexia, introduzimos uma linguagem didática com imagens, para que ela assimile a figura ao tambor em questão, e depois ao som que cada peça produz, estimulamos ela a reproduzir este som com a voz desenvolvendo assim a dicção dela e condicionamos este método a repetição.

Com o passar do tempo ao criar confiança, a criança começa a desenvolver o aspecto social dentro da sala, e este será estimulado com atividades de metacognição, onde ela obtenha o conhecimento não só mecânico mas orgânico do que está fazendo, e atribuindo o reconhecimento e recompensas para os desafios superados.

O intuito do Curso de Bateria e/ou Percussão para Pessoas Especiais e com Distúrbios, sobre tudo é desenvolver e melhorar o convívio social dela com outras crianças. Ampliando o conhecimento dela de forma orgânica e usual no dia a dia e não apenas no aspecto mecânico que a Hiperlexia ou a Dislexia trazem consigo.

A depressão e uma alteração no estado de humor, uma síndrome psiquiátrica cuja qual cria distúrbios afetivos, cognitivos e psicomotores. Dentro desta definição tomo a liberdade de falar dessa doença de forma pessoal, pois já passei pela mesma, e embora a mesma não possa ser tratada de forma genérica, sinto que após tanto estudo e convivência com a depressão, me sinto apto a falar sobre a tal, não do aspecto médico, mas do aspecto de portador da depressão.

A depressão pode ser exógenas, endógenas ou psíquicas, ou cumulativa a mais de um destes três fatores.

Exógenas:

Significa que provem de fora para dentro, ou seja, fatores do ambiente, como por exemplo, o estresse, circunstâncias adversas, problemas profissionais, familiares, momentos de perda, de ruptura, etc… ou seja, trata-se de uma depressão causada fundamentalmente por fatores ambientais externos.

Endógena:

Quando é devida a fatores constitucionais, internos, de origem biológica e/ou predisposição hereditária. Não existe relação palpável ou proporcional entre o momento depressivo e as eventuais vivências causadoras, mas é fundamentalmente biológica.

Psíquico

Neste aspecto, a depressão tem como principal sintomatologia a disfunção na produção de serotonina, noradrenalina e dopamina, que por sua vez criam deficiências na convivência, no ambiente e na forma de pensar do indivíduo. Sobre tudo a depressão tem como principais fatores psicológicos a insatisfação, conflitos internos ou externos, frustrações, culpa, vergonha, medo e desamor, por si mesmo e pelo próximo, ou mesmo no ambiente social e cultural onde vive.

Nos dias atuais vemos uma abordagem um pouco diferente da depressão por parte de alguns médicos, criando uma terminologia para tal, que identifica ela como uma doença não só do aspecto fisco e mental, mas também do aspecto espiritual, chamada de: doença EPNERGICA.

Olhando deste ponto, entendemos que a depressão é uma doença proveniente da convivência, da Pensene (Pensamento, sentimento e Energia) do indivíduo, e do ambiente onde o mesmo vive. E como tal é preciso entender como estão estes três pilares para com o aluno em questão, e como faremos para reinstituir a ligação entre estes três pontos, pois neste caso, assim como muitos outros, tudo se converte em efeito cascata criando comorbidades relacionadas.

Sobretudo saber qual a gravidade e linha tomada com relação a depressão, pois a sua amplitude é tão vasta e sua abertura de tratamento e muito ampla, que devemos investigar caso a caso, contudo sempre olharemos das seguintes linhas de tratamento fundamentais.

Medicamentosa, inserida e acompanhada pelo médico especialista da área.

Alimentícia, também investigada pelo médico competente a função, mas sobre tudo geralmente é ancorada na suplementação alimentar e vitamínica, como por exemplo, a ingestão de Ômega 3, B3 e D3.

O condicionamento físico, este por sua vez ajuda a equilibrar e a distribuir melhor hormônios como dopamina, serotonina e outros, que são indispensáveis para estabilidade do aluno que tem depressão.

Além disso a terapia, seja qual for, que está sempre ligada no processo de reconhecimento destes sentimentos que causam a depressão, e posteriormente na forma de lidar com os mesmos. 

Psíquico

Neste aspecto, a depressão tem como principal sintomatologia a disfunção na produção de serotonina, noradrenalina e dopamina, que por sua vez criam deficiências na convivência, no ambiente e na forma de pensar do indivíduo. Sobre tudo a depressão tem como principais fatores psicológicos a insatisfação, conflitos internos ou externos, frustrações, culpa, vergonha, medo e desamor, por si mesmo e pelo próximo, ou mesmo no ambiente social e cultural onde vive.

Nos dias atuais vemos uma abordagem um pouco diferente da depressão por parte de alguns médicos, criando uma terminologia para tal, que identifica ela como uma doença não só do aspecto fisco e mental, mas também do aspecto espiritual, chamada de: doença EPNERGICA.

Olhando deste ponto, entendemos que a depressão é uma doença proveniente da convivência, da Pensene (Pensamento, sentimento e Energia) do indivíduo, e do ambiente onde o mesmo vive. E como tal é preciso entender como estão estes três pilares para com o aluno em questão, e como faremos para reinstituir a ligação entre estes três pontos, pois neste caso, assim como muitos outros, tudo se converte em efeito cascata criando comorbidades relacionadas.

Sobretudo saber qual a gravidade e linha tomada com relação a depressão, pois a sua amplitude é tão vasta e sua abertura de tratamento e muito ampla, que devemos investigar caso a caso, contudo sempre olharemos das seguintes linhas de tratamento fundamentais.

Medicamentosa, inserida e acompanhada pelo médico especialista da área.

Alimentícia, também investigada pelo médico competente a função, mas sobre tudo geralmente é ancorada na suplementação alimentar e vitamínica, como por exemplo, a ingestão de Ômega 3, B3 e D3.

O condicionamento físico, este por sua vez ajuda a equilibrar e a distribuir melhor hormônios como dopamina, serotonina e outros, que são indispensáveis para estabilidade do aluno que tem depressão.

Além disso a terapia, seja qual for, que está sempre ligada no processo de reconhecimento destes sentimentos que causam a depressão, e posteriormente na forma de lidar com os mesmos. 

Comorbidades

Processos obsessivos, irritabilidade, vícios, fadiga, diminuição de apetite, dores, alterações do sono e perda ou aumento de peso.

A lista ainda pode ser bem maior que isso, e a própria depressão é uma comorbidade relativa a outras doenças como o mal de Parkinson por exemplo, no entanto é indispensável que tenhamos uma boa visão destas comorbidades, pois muitas vezes ela é fator predominante na melhora do aluno em quadro depressivo.

Intervenção através da Bateria e Percussão na Depressão

A depressão é um distúrbio de amplitude grave, e que por muitas vezes torna a pessoa que tem depressão introvertida e avessa ao falar sobre o assunto, também cria-se um quadro de dependência emocional sob a própria doença, onde a mesma não se enxerga por muitas vezes vivendo fora daquele quadro.

O primeiro ponto é criar esse vínculo emocional, aproximando-se deste aluno com coisas que são familiares a ele, e ao sentimento que a depressão causa no mesmo, mostrando que ele não tem a obrigação de lidar com esse peso e com todas as comorbidades que a doença pode desencadear sozinho.

Criar esse vínculo e está percepção no aluno com depressão tem de ser algo muito sutil e no ritmo dele, mas em média de 3 a 10 aulas o aluno começa a se abrir, devido a percepção criada perante ele que suas dores e aflições são “normais” na vida, e que todos podem lutar contra isso e não necessariamente sozinhos. É um processo de resgate da autoconfiança e do amor próprio.

Após isso, o aluno é estimulado a criar novos alicerces através da música, a controlar seu cognitivo, e dominar situações de stress físico ou emocional, sempre isso deve ser feito de maneira positiva e com diversão, principalmente nos momentos de falha, é o que chamo de “perder o escrúpulo consigo mesmo” ver a grandiosidade e a oportunidade nos próprios erros, impondo os valores de responsabilidade com bom humor.

Este processo se dá na transferência das emoções mais factuais no cognitivo, para o âmbito físico, transferimos situações de desafio em formas de exercício físico no instrumento, isso ajuda a reequilibrar os hormônios deficitários, este aporte é feito também com um aconselhamento nutricional, pois nesse momento a alimentação é de suma importância como vimos acima.

Após todo esse processo de construção de novos pensamentos, novos desafios, fortalecimento físico e emocional, o aluno começa por ele mesmo, expor suas emoções e dores que o levaram a depressão com mais detalhes, nesse momento ele por si só está pronto para entender melhor a si mesmo, e como lidar com tais fatores seja deixando-os no passado ou enfrentando-os, mas sobre tudo sempre no seu ritmo. Muitas vezes estes problemas precisaram de muito aport familiar, portanto é imprescindível a conversa com os familiares e pais, para que possamos tocar em determinados assuntos da maneira mais sutil possível, sem colocar o aluno em confronto com aquilo antes do seu tempo.

Estes chamados de “choque de realidade” devem ser feitos quando necessário, primeiramente com exemplos muitas vezes fora do contexto de vida do aluno, criando a correlação e analogias futuras, que o próprio aluno irá perceber no futuro próximo, e quando isso acontecer, é pautar para que ele lide com isso com o máximo de bom humor possível, seja em sala de aula, seja com a família ou no quarto sozinho, mas acima de tudo sempre no final destas exposições, é terminal os exemplos e falas de reforço positivo e amoroso, muitas vezes o portador de depressão não quer ouvir naquele momento o que ele deve fazer, mas apenas ouvir um: “Eu entendo você, e estou do seu lado!”

Também são expostos materiais paralelos como forma de incentivo e pesquisa para o aluno. Dando assim ao mesmo a oportunidade de se conhecer e se aceitar e saber que a evolução é um processo constante.

Todo esse processo conseguimos criar através da analogia ao estudo da bateria, percussão e da música, e com resultados satisfatórios no que tangem o domínio mental, físico e espiritual. E nos primeiros 3 meses em média o aluno já apresenta mudanças na sua percepção com relação a si mesmo, ao ambiente e a doença.

Também vale ressaltar a importância da psicoterapia, em alguns casos isso pode ser feito em conjunto com a aula de bateria ou percussão, pois é de suma importância que o aluno consiga processar toda essas informações e sentimentos, e dependendo da gravidade ou do estagio da depressão isso é fundamental para uma melhora do aluno.   

Muitos consideram a Distimia como forma de depressão mais leve e prolongada, o que não é verdade, seus efeitos podem ser tão destrutivos ao ser humano quanto os da depressão profunda.

A distimia pode ser diagnosticada quando o aluno em questão sente um humor depressivo tanto na maior parte do dia, quanto na maioria dos dias, sem que a interrupção desses não seja maior que dois meses, e se persista por mais de dois anos.

Este humor depressivo pode ser melhor definido como, baixa autoestima, tristeza, irritação, desesperança e dificuldade de concentração e na tomada de decisões simples e diárias, além de mudanças extremas nos hábitos alimentares e sono.

Mais do que sofrendo destes sintomas a pessoa sempre acaba passando por dificuldades na sua vida em detrimento dos mesmos sintomas criando um círculo vicioso, enfim, a diferença da distimia para o transtorno de depressão maior (Depressão), é que a distimia é mais duradoura ou mesmo crônica, sua causa se dá por predisposições genéticas, experiências estressantes principalmente na infância, como por exemplo, separação dos pais.

Comorbidades

Os sintomas tendem a aparecer logo na infância e no início da vida adulta, tendem a durar muito tempo porque pessoas que vivem a distimia não procuram a devida ajuda.

São pessoas que trazem um mau humor elevado, perda de animo, são pessoas de difícil convivência social, em alguns casos apresenta problemas na tireoide e deficiência de vitaminas como B12 por exemplo, fibromialgia e dores pelo corpo também são comorbidades concomitantes à distimia.

Intervenção através da Bateria e/ou Percussão na Distimia

Dentro deste panorama a base de tratamento que usamos através da música e da bateria e percussão é o mesmo que na depressão, o que se diferencia é que  no caso da distimia, após anos evidenciando casos, a parte que compete a família tem muito peso.

Por isso, reuniões e troca de informações sobre o estado semanal do aluno se fazem necessários, bem como, em muitas vezes até mesmo a mudança de certos hábitos e comportamentos familiares.

A bateria e a música vão funcionar como um regulador hormonal e de humor, uma válvula de escape durante as crises, e as aulas vão criar o processo de reflexão do aluno, para que o mesmo perceba os momentos de maior ação da distimia. Hormonal se dá ao fato de aliarmos processos físicos junto as questões emocionais trabalhadas através da música.

No mais, o estudo da música e da bateria e percussão nada podem fazer a não ser atuar como tratamento concomitante aos demais tratamentos medicamentosos, alimentares e terapêuticos.

Sobre tudo a intensão neste primeiro estágio, é sempre o nivelamento de humor e hormonal do aluno. No que tange a parte hormonal só cabe a mim enquanto educador, identificar os estímulos apresentados pelo aluno e repassar ao médico ou mesmo a família, para que sejam tomadas as devidas providências.

No referente ao humor serão colocadas situações dentro do estudo, para que o mesmo aprenda a identificar e controlar as diferenças existentes provenientes da distimia, buscando um maior equilíbrio e qualidade de vida no aspecto social e pessoal.

O Autismo nos dias de hoje tem algumas novas classificações para facilitar o diagnóstico, no entanto, há muitas diferenças de um autista para outro. Alguns por exemplo podem não desenvolver a fala, outros já podem ter uma dicção perfeita, outros tem dificuldades de aprendizado, outros podem aprender sem apresentar nenhum atraso, alguns podem desenvolver ou mesmo ter uma regressão do autismo a partir dos 2,5 anos de idade, outros nascem com o autismo.

Além disso, o autismo apresenta níveis como leve, moderado e severo, e o que separa isso é o grau de compreensão na comunicação social, se ela consegue se expressar nas mais diversas linguagens sendo ela verbal ou não verbal, a intensidade das suas estereotipias, manias e repetições e da intensidade dos seus interesses restritos.

Já o autismo em adultos, na sua maioria são de aspecto leve ou moderado, e seu diagnóstico é feito com base nos estudos dos familiares mais próximos, adultos que possuem autismo geralmente tem grande capacidade intelectual em uma determinada área.

Possuem as mesmas características como ser antissocial, regras, manias e rotinas, hiperfoco, não expressão sentimentos, o autismo também é quatro vezes mais comum entre os homens que as mulheres.

Dentro do autismo temos os extremos da neuro diversidade humana, por termos tanto indivíduos capazes de muitas habilidades, como ao mesmo tempo sem nenhuma capacidade muitas vezes para falar.

Síndrome de Asperger

considerada por muitos um grau mais leve de autismo, pode gerar dificuldades muitas vezes no que diz respeito a leitura, uma ideia de confronto maior muitas vezes por defender suas convicções, convivem muito bem sozinhos e são mais independentes, bem como tem uma tendência a organização ou desorganização extrema.

A rotina pra eles se torna algo muito reconfortante e fundamental para o convivo pacifico. Mas a base que usaremos aqui será a mesma para melhor compreensão.

Comorbidades

Dificuldade de se relacionar com o meio social se torna um problema que muitas vezes o autista esconde, a dificuldade e o incomodo embora seja bem perceptível pelas suas atitudes e linguagem corporal, não só estas mais outras angustias agravam o desenvolvimento de depressão e aumentam o índice de suicido.

Fobias sociais e crises de pânico, alterações no que refere as funções cardíacas, tireoide, e condições neurológicas, TDAH, TOC, esquizofrenia, delírios e outras coisas do gênero, a dificuldade de expressar e receber demonstrações onde se envolva sentimentos mais explícitos, crises de enxaquecas, distúrbios do sono, transtornos e distúrbios genéticos e sindrômicos e até mesmo paralisias cerebrais, atraso intelectual.

Todas estas condições são comorbidades existente na pessoa com TEA, e por muitas vezes identificar e tratar esta comorbidade primeiramente é mais essencial que os próprios sintomas do autismo.

Intervenção através da Bateria

Como temos o TEA com uma amplitude muito grande de disfunções e comorbidades, primeiro de tudo é saber o grau de autismo bem como suas comorbidades. Segundo ponto é entendermos o limite de cada aluno, pois todo o trabalho dentro da visão musical e da bateria está vinculada com conceitos usados dentro da:

  • Terapia Parental: Que nada mais é que a orientação dos pais e parentes mais próximos, no desenvolvimento e novos comportamentos para lidar com o portador de TEA, desenvolvendo novas formas de abordagem, falas e atitudes afim de melhorar o entendimento do mesmo e fazê-lo perceber suas ações positivas e negativas, para facilitar o seu convívio diário seja em casa, na escola ou mesmo no trabalho.

E também temos o uso que pode ser conjunto da:

  • Terapia cognitivo-comportamental (TCC): Que consiste (de forma simples), na avaliação e reenquadramento de ações e pensamentos que o portador de TEA tem com relação ao ambiente e ao que o cerca de modo geral, como ele percebe as coisas e pessoas a sua volta, como ele reage a elas, quais emoções ele vai manifestar e como ele vai lidar com essas emoções.

    E através de certos exercícios com a bateria e percussão, criar estímulos para reorganizar estes pensamentos dentro dele, bem como as ações que ele possa tomar com estes pensamentos e sentimentos.

Sobre tudo vamos usar certas coisas vistas como dificuldades dentro do TEA a nosso favor, como por exemplo, a capacidade de lidar muito bem com padrões repetitivos e rotinas, a capacidade de hiperfoco, a sensibilidade auditiva e etc…

Dentro disso vamos avaliar a sua sensibilidade auditiva, ver até onde ele aguenta o som emitido para estipularmos um limite, dentro deste processo mostramos que ele é responsável pela altura do som, e assim controlar o som é um trabalho de autocontrole, este seria o fator definitivo para um primeiro passo, visto que algumas pessoas com TEA não suportam som muito alto, e isso acaba sendo uma grande barreia no início.

O segundo passo é identificarmos as facilidades e barreiras psicomotoras que ele possa apresentar, este processo se dá ao deixar o aluno brincar com a bateria, bater a vontade e fazer barulho, assim veremos quais músculos vão responder em primeiro momento, neste momento começamos a ver os estímulos cognitivos.

Nestes primeiros momentos podem ocorrer grandes alterações de humor no aluno, por ele está passando de uma função motriz básica oriunda do cérebro reptiliano, para uma ligação neuro muscular cognitiva, ou seja, ela passa a ser estimulada, pelo aparelho auditivo, criando um vínculo emocional no aluno, neste momento conforme seja a mudança de humor, é necessário uma intervenção através do toque no aluno, por isso é importante a presença dos pais já que alguns graus de autismo barram o contato sinestésico com pessoas com menos ou nenhum vínculo afetivo.

Manter inicialmente um limite imposto pelo próprio aluno se torna fundamental para um trabalho a longo prazo, sobre tudo para a criação de vínculos que possibilitaram os próximos passos nas aulas.

Após uma anamnese desenvolvida sobre o aluno, impomos um trabalho parental em conjunto com a família, isso significa introduzirmos algumas metas de maneira lúdica, usando de base algo que ele já goste, criando o chamado reforço positivo, no aspecto comportamental trabalhamos dentro da moldagem, que nada mais é que o reconhecimento ou recompensa sempre que ele conseguir manter um comportamento positivo, ou próximo do esperado.

Com o passar do tempo impomos técnicas de desvanecimento; Que é a redução de instruções para aumentar o estimulo à independência, até termos a extinção destes estímulos, mas ainda sim reconhecendo (com reforço positivo) sempre que o mesmo manter a regularidade nas atividades.

O reforço diferencial é procurar trabalhar determinadas emoções mais deficitárias através da bateria. Na bateria propriamente dita, todo acesso a isso se da através do estimulo dos “neurônios espelhos”.

É comum vermos isso dentro da PNL (programação neuro linguística), o aluno com TEA pode ter menos estímulos visuais que nos demais sentidos, logo, seu estimulo através da repetição de ações é mais lenta, isso é o que chamamos de “neurônios espelho”, que é a capacidade cognitiva de aliar alguma ação com um sentimento, como por exemplo ver alguém limpando o rosto por causa do calor, automaticamente quando sentimos calor e o suor em nosso rosto, vamos usar desta lembrança e repetir o movimento.

Sendo assim, usamos padrões matemáticos e sonoros nos beneficiando da facilidade em repetições e padrões que o aluno nessa condição tem, sempre que possível induzindo a repetir os sons com a boca ou mesmo a contagem para que esse senso de repetição coloque ele numa situação mais confortável e de fácil reconhecimento.

No que tange a parte da Terapia cognitivo-comportamental (TCC)após estruturamos um diálogo com o aluno de forma que ele consiga expressar melhor suas vontades, vamos estimula-lo a decisões conjuntas.

É importante ele ter a noção que o professor está ali para guia-lo e ajuda-lo a enfrentar dificuldades, mas é imprescindível que ele aprenda a tomar decisões por si só.

Sendo assim, vamos sempre apresentar os desafios e problemas com base na anamnese dele, e permitir que ele escolha, sendo que ambas o levaram ao mesmo caminho embora ele ainda não perceba isso, isso estimula a sensação de controle e de satisfação dele para com a aula, e cria um vínculo de confiança comigo enquanto professor, mas é importante também ele saber, na medida do seu entendimento, que estamos traçando um caminho pra sua evolução e qualidade de vida.

Portanto, por vezes vamos mexer em coisas que ele pode não gostar, e ai vamos até onde o limite de cada aluno permite, sem nunca frustrá-lo ou exigir de forma única que teremos somente aquilo, até que ele passe tal barreira.

Essa função compete a mim como profissional, para que o mesmo não crie aversão tanto a minha pessoa, como com a música de forma geral. A TCC sobre tudo está ligada no desenvolvimento conjunto do aluno, na construção, entendimento e resolução dos problemas, mesmo que estes sejam criados de forma lúdica, correlacionados com problemas enfrentados por ele no dia a dia. E isto irá ativar por associação tais ações no decorrer do tempo, melhorando a qualidade de vida do mesmo.

A esquizofrenia é um dos transtornos psiquiátricos mais complexos que existe, ele dificulta o correto senso de julgamento da realidade, dando origem a pensamentos abstratos e simbólicos, e a elaboração de sentimentos e respostas emocionais complexas.

A esquizofrenia não tem nada a ver com o distúrbio de múltiplas personalidades, como muito se pensa, é uma doença crônica e muito complexa e exige tratamento continuo por toda a vida.

É um distúrbio que acomete 1% da população mundial e normalmente se manifesta no final na adolescência e início da vida adulta.

Esquizofrenia vem do grego e significa; dividir da mente, alusão a condição do paciente que tem suas funções mentais divididas nesta situação.

A Esquizofrenia possui alguns tipos:

  • Esquizofrenia paranoide: com predomínio de alucinações e delírios

  • Esquizofrenia heberfrênica ou desorganizada: com predominante pensamento e discurso desconexo

  • Esquizofrenia catatônica: em que o paciente apresente mais alterações posturais, com posições bizarras mantidas por longos períodos, e resistência passiva e ativa a tentativas de mudar a posição do indivíduo

  • Esquizofrenia simples: em que a pessoa, sem ter delírios, alucinações ou outras alterações mais floridas, progressivamente ia perdendo sua afetividade, capacidade de interagir com pessoas, ocorrendo um progressivo prejuízo de seu desempenho social e ocupacional, por vezes levando os indivíduos afetados a uma vida de sem-teto e vagando pelas ruas.

Não se tem um diagnóstico fundamentado desta patologia, mas o que se sabe que é uma doença químico-cerebral decorrente na falha de neurotransmissores e vias neurais cerebrais. Onde a produção de dopamina no córtex frontal é amplamente comprometida, o que causa a apatia e a lentidão de pensamentos.

Isso faz com que outras áreas do cérebro fiquem sobrecarregadas (parte temporal), isso que acaba gerando as alucinações e delírios. Estas alterações cerebrais também podem se dar de forma genética, O ambiente e as pessoas com quem ela se relaciona e principalmente a forma de relacionamento também podem contribuir para o agravamento da mesma

Os sintomas de esquizofrenia no sexo masculino costumam aparecer entre os 15 e 20 anos. Já em mulheres, os sinais da doença são mais comuns beirando os 30 anos de idade. Embora seja raro, também é possível o aparecimento da esquizofrenia em crianças e adultos com mais de 50 anos.

A esquizofrenia é a principal doença de um grupo de transtornos psiquiátricos denominados de transtornos psicóticos. Psicose é quando uma pessoa tem alterações na apreensão e no juízo sobre a realidade (delírios) e na sensopercepção (alucinações).

Além da psicose, que geralmente ocorre no momento de crise da doença, é comum apresentar alterações comportamentais decorrentes das lesões cerebrais que este quadro agudo provocou, como por exemplo, distúrbios cognitivos (pensamento, atenção, tomada de decisão, raciocínio abstrato, linguagem, etc.) e emocionais (apatia, falta de motivação, falta de prazer, depressão, etc.).

Comorbidades e Sintomas

Pouca socialização com amigos e familiares, queda no desempenho na escola, problemas para dormir, irritabilidade ou humor deprimido, falta de motivação.

Adolescentes são menos propensos a ter delírios e mais propensos a ter alucinações visuais.

Não aparentar emoções ou apresentar apatia emocional (indiferença afetiva), não alterar as expressões faciais, ter fala monótona e sem adição de quaisquer movimentos, que normalmente dão ênfase emocional ao discurso, diminuição da fala e prejuízo da linguagem, negligência na higiene pessoal, perda de interesse em atividades cotidianas, isolamento social, incapacidade de conseguir sentir prazer.

Intervenção através da Bateria

Tendo em vista que a esquizofrenia é uma doença que causa um distúrbio da realidade do aluno, não tem como haver intervenção sem saber detalhadamente quais os sintomas que o aluno apresenta, e procurar saber com o que eles estão relacionados, seja desde um amigo imaginário ou alterações de humor mais agressivas.

Como a uma disfunção hormonal e neural, não se pode induzir o aluno a certos sentimentos e realidades pois isso poderia desencadear uma crise em meio a aula e na maioria dos casos não se procura isso, já que este tipo de situação é mais conveniente dentro do consultório.

Tendo em vista isso, vamos trabalhar inicialmente as emoções do passado nele, tentar saber quais as coisas que lhe dão prazer e também frustrações, e fazer ele recordar qual era o sentimento que ele tinha em determinados momentos passados, reavaliar atitudes do passado que deram errado, e usar este sentimento na aprendizagem da bateria como forma de descarregar essas emoções acumuladas.

Isso cria reações químicas e físicas no aluno, essas reações que vamos procurar fazer ele assimilar e registrar para que num evento futuro onde ocorra novamente estas intervenções, ele possa se manter no controle de si mesmo mais facilmente. Basicamente são procedimentos inspirados e desenvolvidos com preceitos da metacognição. 

O domínio destas emoções tornará o cérebro dele mais forte, e ele também mais forte e consciente de si mesmo. Restaurando valores básicos que possam ter sido deturpados por consequência da patologia.

O que vejo pela experiência dos anos, é canalizar estas emoções de forma mais sinestésica, para que ele possa sentir o mundo real o máximo de tempo possível, aprendendo a perceber quando alguns pensamentos e ações são dele ou provenientes da patologia.

No entanto isso só tem efeito proveitoso quando o aluno segue um tratamento mais regrado por via medicamentosa e médica (dependendo do grau da patologia), a música e a bateria serão sempre atividades de aport emocional para o aluno, e de todas as patologias aqui citadas está requer muita sensibilidade, e controle na aplicação das técnicas psicopedagógicas.

O transtorno bipolar, faz parte dos transtornos de humor e também de afeto, são enfermidades que causam alteração no nosso humor e sentimentos, também interferem na energia da pessoa, na forma com que ela sente e se comporta perante o mundo a sua volta, é uma alteração cerebral física.

Essas alterações fazem com que a pessoa oscile entre o bom humor, irritação ou mesmo a depressão, ou seja, age em polos extremos do ser humano os “surtos” chamado dentro da medicina de mania, e a depressão podem ocorrer de forma curta e rápida, com muita ou pouca frequência.  

Existem diferentes tipos de transtorno bipolar, todos eles afetam os níveis de humor, energia e atividade do indivíduo. Sendo assim é possível que a pessoa manifeste estados de humor variados, que podem ser período extremamente exaltados e com energia, conhecidos como episódios maníacos, a períodos muito tristes e sem energia, também conhecidos como episódios depressivos. Podem haver também mais brandos, também conhecidos como hipomania.

Ainda que o transtorno bipolar seja uma condição que não tem cura, é possível controlar as alterações de humor com medicamentos específicos e acompanhamento psicológico (psicoterapia).

A causa definida para o transtorno bipolar ainda é uma incógnita porem a ciência já sabe que ela está condicionada a alguns fatores como:

Diferenças físicas no cérebro, desequilibro nos neurotransmissores, desequilíbrio hormonal, hereditariedade e meio ambiente onde vive.

Fatores familiares, uso abusivo de drogas e álcool, experiencias de vida traumáticas, são fatores de risco que podem desencadear a doença ou mesmo agravar o estado.

Embora é possível haver a bipolaridade em crianças ela é mais comum em jovens e adultos de 15 a 25 anos.

Comorbidades

Transtornos alimentares, transtornos de personalidade e, entre outras doenças, o hipotireoidismo, a migrânea (uma dor de cabeça associada com sensibilidade à luz e barulhos) e a obesidade também são frequentes, estas últimas são mais comuns em mulheres do que em homens.

Transtorno de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtornos de ansiedade, é importante salientar que estas comorbidades podem se fazer presente mesmo com a pessoa fora do estado de mania ou depressão, e a neste caso pode haver uma inversão sintomática que só a investigação clinica pode dizer se a pessoa sofre mesmo de TBH (transtorno bipolar de humor), ou de algum outro transtorno, mas sobre tudo, é visto que estas comorbidades citadas se ressaltam principalmente com a pessoa em mania ou depressão.

Em crianças é comum vermos também o TOD (Transtorno Opositivo Desafiador), além disto em crianças é comum confundir o TBH com TDAH, no entanto é fácil distinguir levando em conta os padrões de cada patologia, a criança com TDAH é sempre mais agitada enquanto a com TBH é cíclica, tem dias que ela estará isolada, reclusa e depressiva, bem como em outro dado momento ela poderá estar agitada, impulsiva e por vezes inconveniente.

Outro ponto é a questão do sono, pois a criança com TDAH demora para pegar no sono, mas dorme por muito tempo, embora acorde várias vezes a noite e tenha mas cansaço, já a criança com TBH não tem muito sono e gosta de ficar acordada até tarde fazendo várias atividades, e de manhã está pronta pra rotina, e a irritabilidade é outro ponto, pois a criança com TDAH se irrita em detrimento de alguma coisa ou alguém, seja por não poder fazer algo ou ter que fazer quando ela não quer, já a criança com TBH ela simplesmente tem uma irritação sem explicação clara, muitas vezes pode já acordar daquela forma sem saber o motivo, tendo oscilações involuntárias, as crianças com TBH também possuem uma sexualidade exacerbada e precoce, a vontade desse vestir como adulto precocemente, geralmente são crianças mais controladoras e ciumentas.

Intervenção através da Bateria e/ou Percussão no Transtorno Bipolar de Humor

Transtorno Bipolar de Humor não tem uma cura definida, no entanto o tratamento é na focado em:

Evitar a alternância entre as fases, evitar a necessidade de hospitalização, ajudar a agir da melhor maneira possível entre os episódios, impedir comportamento autodestrutivo e suicidas, reduzir a gravidade e a frequência dos episódios.

Mas a Intervenção através da Bateria e/ou Percussão no Transtorno Bipolar de Humor propriamente dita entrará na parte de psicoterapia, onde utilizaremos dos conceitos da terapia cognitiva comportamental (TCC) e da psicopedagogia, e em conjunto com a psicoterapia faremos o aluno reconhecer os momentos de mania ou de depressão, trazendo à tona de forma descontraída e bem humorada, sensações que ele sentira em situações do passado, trabalhar esse desprendimento emocional, fazendo analisar esses fatos como na verdade são, atos do passado que não interferem mais, e aprender a reconhecer isso com bom humor, para evitar novas crises até mesmo no decorrer das aulas.

Após isso, é tentar reproduzir essas emoções em cima da bateria, para que ele possa transferir essa emoção do cérebro límbico para o reptiliano, tento assim um senso de controle maior com o passar do tempo, já que o nosso cérebro reptiliano é responsável pelas funções básicas do corpo, assim conseguimos uma certa estabilidade nos neurotransmissores e hormônios produzidos, além do mais, transferindo essas emoções para o físico cria uma sensação de bem estar ao corpo enquanto atividade física, por isso vamos explorar estes limites físicos para controlar os limites emocionais.

E aos poucos tornando-o mais forte para lidar com as crises futuras, este autoconhecimento adquirido vai fazer o próprio aluno muitas vezes se reconhecer em uma possível crise, e tentar por si mesmo dosar as emoções ou mesmo avisar aos seus próximos para tomar as devidas providências, pois já aprendeu dentro da aula de bateria e/ou percussão a falar mais sobre essas emoções sem que as mesmas o incomodem tanto com a vergonha e o constrangimento.

Converter as emoções em ações físicas no instrumento cria uma válvula de escape para o aluno, até que o mesmo detenha do controle emocional quando em crise. E isso para o desenvolvimento do instrumento em si é muito benéfico pois faz com que o aluno sempre desafie seus limites, e desenvolva um senso de interpretação musical muito aguçado devido a essas emoções. Criando assim um ciclo virtuoso benéfico ao aluno com TBH.

A OMS (organização mundial da saúde) define como um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância.

A dependência pode dizer respeito a uma substância psicoativa específica (por exemplo, o fumo, o álcool ou a cocaína), a uma categoria de substâncias psicoativas (por exemplo, substâncias opiáceas que são derivadas do ópio) ou a um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes.

A dependência química é uma doença crônica e multifatorial, isso significa que diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a quantidade e frequência de uso da substância, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais.

Comorbidades

A ansiedade, e o transtorno obsessivo compulsivo (TOC) são as mais perceptíveis, transtornos depressivos e os transtornos de personalidade, como o transtorno bipolar por exemplo. Transtornos depressivos que podem incitar ideias suicidas, também acabam sendo comuns dependendo da gravidade.

A dependência química e alcoólica não tem cura, logo, mesmo a pessoa estando em abstinência, tais comorbidades podem persistir e é nelas que se foca o tratamento, muitas vezes para que a pessoa se mantenha no controle da doença. Para isso usamos o estudo da bateria e o ato de tocar o instrumento como terapias ocupacionais, bem como TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) e a PNL.

Intervenção através da Bateria

Muitas vezes a abertura do aluno a falar da dependência química leva tempo, primeiro por que não é a dependência ou gosto por determinada substância que faz ele usar a mesma, sempre ela terá um gatilho uma correlação cognitiva e sentimental, que causa um déficit seja metabólico, hormonal ou simplesmente emocional no indivíduo.

Usamos a bateria neste ponto primeiramente para identificarmos qual é o perfil do aluno, quais pontos nele que ajudaram a acionar este gatilho, seja na parte sinestésica, auditiva ou visual. Achando isso podemos começar o gatilho reverso, fortalecendo estes pontos primordialmente.

Criamos correlações emocionais através do estudo da bateria e de músicas, desenvolvemos o gosto musical e fazemos o aluno perceber porque tem tal afinidade com tal música ou artista, e tentamos criar um link entre algum familiar ou mesmo alguém próximo de mesma relevância.

Criar este aport emocional esse alicerce cognitivo, faz o aluno recriar exemplos e objetivos de vida e fortalece o que chamamos de PENSENE (pensamento, sentimento e energia). Expor e controlar estas emoções através da bateria traz essas emoções ao âmbito sinestésico e torna mais “palpável” sentimentos aos quais ele não consegue controlar inicialmente e só os percebe após a recaída.

Tornar esse sentimento essas disfunções hormonais mais perceptíveis e reais, e mostrar que através da vontade e do senso de realidade se pode moldar as aflições que o mesmo vivencia, tornando-o assim mais forte para passar pela abstinência, bem como, em conjunto com o tratamento médico cria um reequilíbrio físico, mental, emocional e hormonal.

Impondo metas de curto prazo conseguimos não criar frustrações no aluno, e os resultados que geram a sensação de autocontrole e de prazer dão mais força e autoconfiança para o aluno que está na fase de tratamento e abstinência.

A síndrome de Angelman é caracterizada por uma deleção, um erro genético no cromossomo 15 devido à falta de informação que se perdeu na transmissão dos seus pais para ele, embora geralmente esta herança seja dada por parte materna.

Caracterizada por uma deficiência intelectual de moderada a severa, também apresentam uma dificuldade e um atraso de fala muito grande, algumas não conseguem constituir um vocabulário superior  15 palavras durante toda sua vida, por isso a comunicação com elas ou a partir delas se dá por gestos na maioria as vezes, também apresentam grande dificuldade para dormir, e a maior ou mais evidente característica é a presença do sorriso constante, ou seja, a sua boca está sempre em posição de sorriso, proveniente disso geralmente possuem os dentes espaçados.

Comorbidades

A síndrome de Angelman na maioria das vezes causa um quadro de epilepsia de difícil controle, sendo necessário a intervenção medicamentosa severa neste caso, concomitante a epilepsia desencadeia-se um quadro de dificuldade motora muito grande na maioria das vezes, podendo ser hipotônicas e sem força para manter a postura, isso gera uma dificuldade na locomoção delas.

Costumam ser distraídas e inquietas, podendo apresentar em alguns casos, comportamentos dentro do Espectro Autista (TEA), mas não quer dizer que possuam autismo. Geralmente podem ter estrabismo e língua proeminente. Costumam ter hipersensibilidade ao calor, uma pele muito branca e um fascínio por água.

Intervenção através da Bateria

A comunicação com crianças com síndrome de Angelman se dá de forma mais lúdica, tentar entender o mundo delas e estabelecer uma forma de comunicação mais clara possível. O segundo ponto é averiguar a noção de equilíbrio da criança, tentar fazer com que ela mesmo sendo hipotônica crie uma resistência muscular suficiente para se manter sentada sozinha.

Após estes alicerces estabelecidos começamos a moldar o aspecto lúdico para transferir a informação para o sistema límbico dela, como seu vocabulário é reduzido estimulamos a fala silábica tentando imitar o som da bateria como por exemplo “Tchi”, “TÁ”, “BUM”.

Usando este método de forma lúdica conseguimos controlar as possíveis ataxias (perda momentânea de movimentos voluntários) que ela possa ter, isso porque condicionamos o movimento ao som produzido, e este som que usamos para estimular a criança no foco e no aspecto cerebral, na produção de dopamina o que pode ajudar a dar mais estabilidades até mesmo nas crises epilépticas, logicamente este é o melhor cenário possível, mas tudo vai depender do tratamento fundamental que a criança já faça.

A bateria neste caso vai propiciar inicialmente momentos de diversão, prazer e alivio de stress para a criança, criando uma melhor condição de vida para ela. Esta será sempre a ideia fundamental; uma melhor qualidade de vida para ela!   

A síndrome de Turner ocorre quando temos uma ausência ou parcial ausência do no par do cromossomo X. A síndrome de Turner ocorre em mulheres que apresentam um cromossomo sexual a menos, ou seja, apresentam 45 cromossomos.

A síndrome de Turner pode causar uma variedade de problemas médicos e de desenvolvimento, incluindo baixa estatura, a incapacidade de iniciar a puberdade, infertilidade, más formações cardíacas, certas dificuldades de aprendizagem e problemas de adaptação social.

A síndrome de Turner pode ser identificada já no pré-natal através de exame de sangue, e acomete 1 a cada 2000 crianças nascidas, embora 98% dos fetos que desenvolvem a síndrome sejam abortados naturalmente.

Quase todas as pessoas com síndrome de Turner precisam de cuidados médicos constantes a partir de uma variedade de especialistas. Exames regulares e cuidados adequados podem ajudar a ter uma vida independente e saudável.

Comorbidades

As comorbidades concomitantes à síndrome de Turner são de aspetos renais, coronários, gastrointestinais, nasais, auditivos, neurológicos e sanguíneos. Devido à complexidade das doenças e nomes fora do cotidiano nosso, e tendo em vista que não tenho intenção de deixar exposto aqui informações mais detalhadas do âmbito da medicina, já que não sou da área e não posso me dar ao luxo de prover informações incompletas, vou me ter a aspectos mais superficiais e abrangentes a área cuja qual possa eu prover alguma evolução por mínima que seja no quadro da aluna.

Intervenção através da Bateria

Como a síndrome de Turner afeta a parte motriz inicialmente devido as alterações no corpo, então inicialmente a primeira coisa é fazer a adequação do instrumento ao corpo da aluna, posterior a isso é entendermos o quão grave são as comorbidades diárias e o quanto elas interferem na qualidade de vida da mesma.

Haja visto que um dos fatores mais percebidos em sala é o incomodo psicológico no que diz respeito a socialização e a descriminação da aluna, portanto, quando este for o fator predominante precisamos identificar e trata-lo primeiro, para fortalecer as suas qualidades o seu amor próprio, bem como seu cognitivo,

Quando este não for o fator de aspecto primordial, mas sim a motricidade, segundo fator mais incisivo, é trabalhar a bateria com a intenção do fortalecimento muscular, fortalecimento da coordenação motora, alinhamento de postura e marcha (caminhar) com intuito de dar uma qualidade de vida melhor a aluna em questão.

Aliado a isso claro o desenvolvimento musical que facilitará a o desenvolvimento social da mesma e na sua capacidade e socialização e autoconfiança e afirmação como individuo perante a sociedade a qual habita.

Fisicamente após alguns meses, já é possível também sentir algum equilíbrio hormonal no sistema límbico da aluna, o que pode facilitar tratamentos futuros no que diz respeito a deficiências coronárias, respiratórias e etc. Criando a médio e longo prazo, uma qualidade de vida melhor sobre tudo no aspecto emocional da aluna.

síndrome de Tourette é um distúrbio neuropsiquiátrico que se caracteriza por múltiplos tiques, motores ou vocais, que perdura por mais de um ano e normalmente instala-se na infância, ocasionalmente tornando-se crônica. No entanto, habitualmente durante a vida adulta, os sintomas tendem a amenizar, como também podem permanecerem em determinado estagio e não evoluírem, porém ainda não há uma cura definida para esta síndrome.

Comorbidades

A pessoa com a síndrome de Tourette acaba por passar por grandes constrangimentos até ter a síndrome identificada, devidamente esclarecida e tratada, devido aos chamados tiques motores ou fonéticos que ela causa, a mesma também pode causar tiques complexos como, a  coprolalia (tendência involuntária de proferir palavras de baixo calão, xingamentos e opiniões depreciativas), copropraxia (ato de fazer gestos obscenos), Palilalia (repetição ou imitação de eco feitas por uma pessoa, relativamente a palavras acabadas de proferir por essa mesma pessoa.), ecolalia (ato de repetir determinadas palavras ou frases proferidas por ela mesma ou por um interlocutor), ecopraxia (Repetição de movimentos feitos por outras pessoas de forma involuntária).

Dentre as comorbidades que podem vir a se instalar de forma mais impactante e presente estão, o TDAH e o TOC, bem como a Depressão, em seus mais variados níveis.  

Intervenção através da Bateria

síndrome de Tourette tem por base as sensações premonitórias que antecedem aos tiques. A base do seu tratamento já é bem fundamentada na TCC (terapia comportamental cognitiva). O que faremos é mapear junto com o aluno essas sensações para que ele possa antever a melhor maneira de agir quando os tiques ou distúrbios começarem a se manifestar.

O trabalho em sala com o instrumento ajuda também a trazermos determinados sentimentos do dia a dia aumentados pela síndrome, pois o mesmo em muitos casos sente uma grande necessidade de se expressar de forma mais exacerbada as fezes, tendo em vista o esforço mental e físico que ele fará no instrumento conseguimos durante a aula usando das técnicas derivadas da TCC, canalizar e direcionar essa energia do aluno para o instrumento, e conseguimos liberar essa energia e ao mesmo tempo fazer ele reconhecer as causas disto e encontrarmos um caminho para canalizar isso no dia a dia de maneira mais saudável e bem humorada.

A melhor coisa que pode ser feita por quem tem a síndrome de Tourette é criar nele o máximo de defesa mental, já que o “tique” irá vir em determinado momento, e o fortalecimento mental, psicológico, cognitivo e físico, farão ele lidar melhor com a síndrome, já que a mesma é uma condição inerte no seu corpo.

Portanto a principal melhora que haverá neste caso é em primeiro ponto a psicológica já nos três primeiros meses, depois logo em seguida os reflexos no sistema límbico e cognitivo, e o máximo de controle físico possível que conseguirmos, já será de imensa valia para o controle dos tiques quando aparecerem.

Também é importante ressaltar o trabalho em conjunto com a psicoterapia, pois está trabalhará em de forma muito mais localizada e incisiva no aluno, enquanto o trabalho com a bateria e percussão é sempre de aport, buscando uma melhor qualidade de vida do aluno. 

A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune inflamatória dos nervos, e de suas porções próximas a suas origens junto a medula espinhal, caracterizada por quadro de fraqueza progressiva, podendo levar a insuficiência respiratória e por consequência a morte.

Causada pelo Zika vírus, mas esta não é sua única causa. Ela pode ser caracterizada como problema neurológico que envolve os nervos periféricos das pernas e dos braços, normalmente secundário a uma infecção viral, bacteriana respiratória ou intestinal.

síndrome de Guillain-Barré possui alguns tipos onde cada um tem seu grau e forma de debilitar o corpo, mas não irei abordar aqui devido aos aspectos médicos e técnicos cujos quais podem causar mais confusões, deixaremos estes pontos para o seu médico de confiança explicar, no entanto a finalidade da síndrome é sempre a mesma

O sistema imunológico de uma pessoa, que é responsável pela defesa do corpo contra organismos invasores, começa a atacar os próprios nervos, danificando-os gravemente.

O dano nervoso provocado pela doença provoca formigamento, fraqueza muscular e até mesmo paralisia. A síndrome de Guillain-Barré costuma afetar mais frequentemente o revestimento do nervo (chamado de bainha de mielina). Essa lesão é chamada de desmielinização e faz com que os sinais nervosos se propaguem mais lentamente até cessar. O dano a outras partes do nervo pode fazer com que este deixe de funcionar completamente.

A grosso modo quando somos infectados por uma das bactérias ou vírus associados a síndrome, estas bactérias e vírus possuem em sua formação proteínas similares as que existem no nosso corpo, portanto quando o corpo começa a produzir defesas contra essas bactérias e vírus, automaticamente ele estará produzindo defesa contra nosso corpo também o chamado “mimetismo molecular”, ao fazer isso acaba destruindo tanto os vírus/bactérias, como os nervos periféricos das pernas e braços.

Comorbidades

Como a síndrome ataca a bainha de mielina dos neurônios, ela acaba comprometendo todo o sistema nervoso central, no que se refere aos estímulos musculares conscientes e inconscientes

Portanto, isso leva a redução da capacidade respiratória, possíveis insuficiências cardíacas, formigamentos e podendo chegar a paralisia muscular severa, perda de reflexos nos membros, podendo ficar hipotônica.

Intervenção através da Bateria

A síndrome de Guillain-Barré age de forma muito rápida no corpo, e pode levar a pessoa ao internamento imediato por dias, devido ao tratamento emergencial que se precisa fazer para evitar sequelas.

A intervenção com a bateria vem na forma de condicionamento e recuperação muscular. Após os devidos cuidados médicos e as primeiras sessões de fisioterapia já podemos dar início as aulas, conseguindo o tônus muscular necessário para se manter sentado já é o suficiente no início.

Faremos uma avaliação de quão afetado foi a musculatura e quais estímulos o aluno ainda consegue comandar se o micro muscular (dedos, pulsos etc…) ou macro muscular (movimento de antebraços, e de toda a perna de uma vez por exemplo).

Após isso vamos identificar os exercícios básicos como uma forma de condicionamento físico-muscular, aliando a sereis de repetições curtas, e aumentando gradativamente. Começando pelo ponto forte que o aluno possui, seja ele micro ou macro muscular, e aos poucos com o fortalecimento vamos procurar expandir para os pontos mais fracos.

O estudo da bateria também irá estimular a capacidade cerebral do aluno, afastando das possíveis depressões que ele venha a ter causadas pela sensação de insignificância que a síndrome causa ao aluno. Um bom programa alimentar e de repouso também são partes fundamentais para acelerar a recuperação do aluno neste caso.

Um feedback constante com os médicos afim de estipular metas e a interação das atividades visando a melhor desempenho do aluno também se tornam indispensáveis.      

Sobre tudo vamos fazer o máximo para o aluno voltar a ter a melhor capacidade motora possível, e uma estabilidade mental para lidar com novos desafios com bom humor e esperança.

A síndrome do x frágil (Síndrome de Martin-Bell) é uma doença que é mais comum em meninos, quando em meninas apresenta quadros mais leves, suas principais características são a deficiência intelectual, associadas a alterações faciais (um rosto mais alongado), orelhas largas, mandíbula e testa proeminentes, dedos estranhamente flexíveis, pés chatos, e nos homens, testículos grandes (macro-orquidismo) depois da puberdade. O nome “X-frágil” refere-se a um marcador citogenético no cromossomo X, causando mutações no gene FMR1.

Comorbidades

A deficiência intelectual é a mais perceptível, grande parte também possui TDAH e sofrem de grande ansiedade, é comum vermos características do TEA nas crianças com síndrome do x frágil, desordem que afeta a comunicação e a interação social e convulsões.

Os problemas de saúde nas pessoas afetadas pela síndrome do X Frágil geralmente estão relacionados ao sistema nervoso – tremores, coordenação ruim, ansiedade e depressão em alguns casos. Mulheres que apresentam alterações genéticas menos severas podem ter menopausa precoce ou problemas de fertilidade.

Intervenção através da Bateria

Tendo em vista as comorbidades da síndrome do x frágil, é focando nelas que conseguiremos um melhor resultado para com o aluno, visando a melhor qualidade de vida do mesmo, sendo assim vamos primeiramente identificar qual o grau da deficiência intelectual que ele tem, e qual a influência do TDAH caso possua, ou mesmo do TEA.

Assim conseguimos direcionar, quando com TDAH podemos trabalhar de uma maneira mais lúdica e curta, estimulando os movimentos e a criação do som para que o mesmo desenvolva sua coordenação motora, e consiga ampliar a sua concentração.

Quando a comorbidade for mais voltada para o TEA usaremos da facilidade e conforto que ele tem em seguir padrões, para tentar ampliar o nível de concentração com repetições mais alongadas.

Seja qual for neste aspecto, a criação sonora estimula a liberação de dopamina que acaba por controlar a ansiedade ou mesmo a depressão até certo ponto, gerando no aluno a sensação de prazer e satisfação ao tocar, e estaremos contrapondo o déficit intelectual dele estimulando seu intelecto através do outros sentidos. Criando uma melhora na percepção dele e uma melhor qualidade de vida para o aluno.

Síndrome de Williams é dada por uma má formação genética no cromossomo 7, é causada pela ausência de cerca de 21 genes do cromossomo que atinge crianças de ambos os sexos, é uma síndrome relativamente rara, para cada 10.000 crianças nascem de 1 à 5 com a síndrome de Willians no mundo todo.

Essa alteração genética no cromossomo 7 leva a criança a apresentar características físicas, clinicas e comportamentais. A falta desses genes leva a problemas cardiovasculares e renais, podendo causar também o desenvolvimento irregular do cérebro

A face da criança com síndrome de Williams é bem perceptível, são crianças muito agitadas, inquietas e são excessivamente sociáveis, querendo agradar a todos que estão próximos se colocando muitas vezes em uma condição de submissão, gostar de estar sempre conversando e interagindo com as pessoas no ambiente, muitas vezes interferindo no dialogo dos outros, esses fatores independem da idade das pessoas com quem elas se relacionam, isso acaba gerando problemas de socialização também, tanto no ambiente escolar como familiar.

Comorbidades

Problemas de má formação cárdica, podendo ter doenças coronarianas precoces, problemas nas artérias pulmonares. A hipercalcemia também é muito comum nessa síndrome, acabam sendo crianças hipotônicas, necessitando de uma atenção maior, em alguns casos é comum o atraso intelectual e a discalculia, (transtorno de aprendizagem onde a criança tem dificuldade com números e espacialidade)

Intervenção através da Bateria

É comum vermos crianças com síndromes ou doenças raras terem uma aptidão elevada para a música, mesmo perante as mais diversas dificuldades, nesta síndrome não raro, mesmo apesar da dificuldade espacial e do distúrbio intelectual que vai do leve ao moderado, percebemos uma aptidão musical extremamente elevada, em alguns casos podendo ter o chamado ouvido absoluto, ou de habilidades motoras muito mais elevadas que o normalmente visto em seres sem nenhuma “doença”.

A criança com Síndrome de Williams geralmente não consegue desenvolver a leitura da partitura, por isso usamos as figuras com desenhos das peças da bateria para que ela entenda e grave a imagem ao som emitido por cada peça da bateria.

Outro ponto inicial é levar em conta é até onde vai a psicomotricidade e o senso de espacialidade dela, e dentro disso ajeitar a bateria para ela, para que ela possa se sentir o mais confortável possível, e não desprenda energia visual procurando as peças da bateria, isso acaba levando um certo tempo devido ao mapeamento muscular que é preciso se fazer do aluno.

Dentro do desenvolvimento dela vamos trabalhar mais ancorados no solfejo, que nada mais é que cantar o som do instrumento, e procurar reproduzir tocando-o, está atividade acaba prendendo o aluno primeiro pelo bom humor ao achar engraçados os sons feitos com a boca, e isso também cria a ligação cognitiva com o aspecto muscular dele

Faz com que ele não se preocupe com a noção de espaço que muitas vezes já é deficitária, e aos poucos vamos inserindo novas atividades, afim de ampliar seu senso espacial e seu entendimento musical, o desenvolvimento do gosto musical em cima de músicas e artistas que ele já gosta, ajudam a deixar a aula mais divertida.

Aos poucos com a abertura do aluno, vamos expandir essa aprendizagem o máximo possível para o lado sinestésico e cognitivo, criando correlações com as atividades do dia a dia, dando a ele um senso de convivência social mais amplo, e por mínimo que seja o resultado, já será de grande valia para ele.

Esse aport ocorre justamente por que trazemos funções básicas e de convivência e cognitivo que estão relacionadas ao sistema límbico, para o cérebro reptiliano, que é responsável pelas funções básicas de sobrevivência através da sinestesia.

Criando uma correlação de que atitudes de convivência ou emoções estão associadas a fatores básicos de sobrevivência para o cérebro. A grosso modo isso funciona como uma PNL (programação neurolinguística), os resultados em média começam a aparecer entre 8 meses e um ano, mas isso tudo depende do grau da síndrome no aluno.

A síndrome de Klinefelter ocorre quando uma pessoa do sexo masculino apresenta um cromossomo X a mais. Pode parecer pouco, mas a alteração da genética clássica desses indivíduos, que é formada por um cromossomo X e um Y, pode levar a alguns problemas mais complexos e que acompanham a pessoa por toda a vida.

Ao contrário do que pode parecer, a síndrome de Klinefelter não é uma doença rara, aliás, muito pelo contrário. Essa síndrome é uma das condições genéticas mais comuns do mundo. Aproximadamente 1 em cada 660 pessoas do sexo masculino apresentam a doença, também é conhecida pelos nomes de Síndrome 47, XXY, Hipogonadismo.

Portadores da síndrome de Klinefelter apresentam sinais distintos e característicos para cada fase da vida. No entanto, muitos podem não manifestar nenhum tipo de sintoma até a vida adulta, já outros apresentam efeitos notáveis da doença tanto no crescimento quanto na aparência, além de problemas na fala e dificuldade no aprendizado.

Comorbidades

Os sinais e sintomas da síndrome de Klinefelter variam de acordo com a idade e podem incluir:

Personalidade dócil e silenciosa, atraso na fala, hipotônicas, desenvolvimento motor lento, pernas mais longas, braços mais curtos, torso e quadris mais amplos em comparação com outros meninos, puberdade ausente, atrasada ou incompleta, músculos pouco desenvolvidos, ossos fracos, baixos níveis de energia, dificuldade para expressar sentimentos ou socializar, problemas com leitura, escrita, ortografia ou matemática, problemas de atenção, estatura maior que a média.

Aumento do risco de doenças autoimunes, como diabetes do tipo 1 e lúpus, osteoporose, aumento do risco de câncer de mama e leucemia, aumento do risco de doença pulmonar, problemas com a função sexual e infertilidade, déficit de atenção ou problemas de desenvolvimento social e etc…

Intervenção através da Bateria

A intervenção através da bateria e da música na síndrome de Klinefelter neste caso se dará na questão do fortalecimento muscular, na melhora da coordenação motora e um melhor alinhamento e equilíbrio do aluno.

Quando o aluno apresentar um atraso na aprendizagem vamos identificar qual a amplitude do atraso, trabalhar de forma lúdica a ligação primeiramente da parte auditiva e da parte sinestésica, após isso daremos ênfase a parte visual, primeiro de forma lúdica e quando houver a possibilidade a inserção da partitura, ou mesmo figuras das peças da bateria.

No aspecto social, vamos trabalhar as emoções e frustrações decorrentes da síndrome de Klinefelter, criando um vínculo ao qual possibilite o aluno se abrir mais sobre o que ele sente, e vamos direcionar estas emoções para a bateria, de maneira que ele consiga colocar estes sentimentos pra fora da forma como ele se sente, e dando a ele o auto entendimento deste sentimento, passando a ideia de que ele está no controle destes sentimentos, e não a nada errado nisso.

Criando assim uma autoconfiança e autoestima no aluno, para que ele possa ter uma qualidade de vida melhor.

Ainda ficou em dúvida?

Abaixo respondo as principais perguntas que me fazem
antes se tornar meus alunos:
Posso agendar uma aula experimental para conhecer melhor o estilo de ensino de Clodoaldo?

Sim! Eu ofereço aulas experimentais para que os alunos possam conhecer seu estilo de ensino antes de se comprometerem com um curso completo. Entre em contato para agendar uma aula experimental.

Bateria e/ou Percussão para pessoas especiais e ou com distúrbios
Bateria e/ou Percussão para mulheres
Bateria e/ou Percussão para o Meio Corporativo
Curso de bateria para todos os níveis
Curso de Percussão para todos os níveis

Se quiser, você também pode montar um pacote personalizado.

A nossa abordagem de ensino de é totalmente personalizada, focando nas metas e necessidades individuais de cada aluno. Enfatizamos a técnica, a criatividade e a expressão musical.

Os resultados nas aulas de bateria com Clodoaldo Paiva podem variar de pessoa para pessoa, mas muitos alunos começam a notar melhorias em sua técnica e habilidades musicais após algumas semanas de prática consistente.

Sim, as aulas de Clodoaldo são adequadas para alunos de todos os níveis, incluindo iniciantes absolutos. Ele adapta seu ensino às necessidades específicas de cada aluno, independentemente do nível de experiência.

Aprender com Clodoaldo não apenas melhora suas habilidades de bateria, mas também ajuda a desenvolver disciplina, concentração, coordenação e expressão musical.

Fornecemos materiais de estudo e recursos complementares aos seus alunos, que podem ser acessados por meio da plataforma online.

Caso não seja aluno você também pode baixar alguns materiais gratuitamente.

Baixar Play Alongs: Clique aqui.

Baixar Lista de exercícios: Clique aqui.

O curso visa propiciar uma qualidade de vida melhor aos alunos, motivando-os independente da sua dificuldade trabalhando em conjunto, para que os mesmos tenham momentos de lazer, alegria e prazer, para que possam se sentir capazes e que não tomem suas limitações físicas, cognitivas, mentais ou psicológicas como obstáculos de vida.

Quer saber mais? Clique aqui.

Você só precisa acessar os links abaixo e inserir o seu e-mail. E em seguida você terá acesso aos materiais.

Baixar Play Alongs: Clique aqui.

Baixar Lista de exercícios: Clique aqui.